Como a altitude do plantio influencia na qualidade do café

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Apaixonados por café costumam se atentar para a origem do grão que estão a saborear. Se por acaso nunca lhe ocorreu um pensamento assim, agora você vai descobrir que a altitude do terreno em que é plantado o café é um dos fatores determinantes para a qualidade, o sabor e o aroma da bebida, já que a incidência de chuvas e a temperatura do local interferem diretamente na qualidade das sementes produzidas.

A altitude do terreno – o também chamado terroir – em que a planta é cultivada determina os variados tipos de café que existem pelo mundo,incluindo sabores exóticos e com características únicas, variando entre tons florais, frutados e até picantes. Regiões de baixa altitude costumam ser menos produtivas. Grãos originados de lugares com elevações mais baixas têm um sabor mais suaves e uma doçura não tão marcante. O café aí produzido tende a ter menores notas de qualidade de bebidas quando comparado ao produzido em fazendas com altitude superiores a 1000 metros, onde se desenvolve melhor a produção e a qualidade do grão.

Explique-se: a cada 100 metros de altitude, a temperatura costuma cair algo em torno de 0,7°C. Proporcionalmente, aumenta a quantidade de chuvas e o resultado final. Quanto mais alto o terreno, maior a concentração de determinados minerais no grão, devido ao clima mais ameno e úmido. São esses minerais que alteram propriedades como aroma e acidez, caracterizando cada tipo de café. Grãos de café mais resistentes, saborosos e aromáticos são produzidos em regiões mais elevadas. Um café gourmet, portanto, provavelmente foi produzido em um local elevado.

 

Arábica e Conilon, os cafés mais comercializados no Brasil

Dois tipos de cafés são mais comercializados no Brasil: o arábica e o robusta ou conilon. Os pés de café arábica são mais sensíveis e demandam cuidado extra dos produtores para assegurar a qualidade do grãos produzidos, pois têm formato triangular e estão mais sujeitas a pragas e intempéries. Enquanto o arábica tem um gosto mais adocicado e ligeiramente ácido, o café conilon é mais marcante e amargo. O aroma do arábica também é mais suave. Já o teor de cafeína é menor no café arábica, de cerca de 1,2%, enquanto o conilon detém 2,2% de cafeína – quase o dobro! – o que faz dele um café muito forte e bastante amargo. seus açúcares não passam de 7%, contra 6 a 9% do arábica. Por tudo isso, o café arábica é tão valorizado. Os cafés 100% Arábica estão habilitados a conquistar a Certificação Gourmet – o café conilon é bastante usado em misturas e cafés solúveis.

 

De onde vêm os melhores cafés do Brasil?

Lugares com altitudes médias entre 1.100 e 1.300 metros são aqueles que produzem os melhores cafés do Brasil. Há mais de 150 anos, o Brasil é o maior produtor mundial do grão, correspondendo por um terço da produção do mundo. O país segue também como o maior exportador do grão no mercado mundial. As leis brasileiras estão entre as mais rigorosas entre os países produtores de café. Resta a quem ama a bebida saboreá-la em seus diferentes matizes de gostos, aromas e densidades, conforme a região em que o grão é produzido.

 

Minas Gerais

O estado é o maior produtor do Brasil e uma das principais origens dos cafés gourmet do país. Praticamente 100% das plantações são de café Arábica, cultivado nas regiões do Cerrado, Chapada, Matas e Sul de Minas, de onde vem o Mazzi Café Gourmet, em moagem para cafeteira italiana. Trata-se de um café arábica com torra média, acidez crítica, aroma frutado, com notas de maçã, melaço e canela e corpo licoroso e denso.

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Espírito Santo

O estado desbancou São Paulo no assunto produção cafeeira. Na região norte, as plantações são de café conilon. Ao sul, região montanhosa, de arábica. Uma boa pedida para experimentar o sabor capixaba do café são as cápsulas de Café do Centro de Origem, que levam a uma bebida equilibrada com notas de caramelo.

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São Paulo

Sinônimo de tradição em café, São Paulo brilha entre os produtores do país com seus cafés Mogiana e Centro-Oeste Paulista. Uma ótima pedida para experimentá-lo é o café em grãos Baronesa, cultivado a uma altitude de 1.400 metros, com colheita manual seletiva e rodagem de 12 a 15 vezes ao dia. O resultado são grãos de doçura intensa e acidez média, com notas florais e de frutas vermelhas, bem como retrogosto prolongado, características realçadas pela torra artesanal.

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Bahia

A região da Bahia, com predominância de invernos secos e a proximidade com a linha do equador, favorece a produção de cafés aromáticos. 
Com processo de torra controlado e homogêneo, resulta em um café com aroma de vanilla, de acidez moderada e notas de caramelo. 

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Paraná

Com ênfase no processo de cereja descascado, a produção de café paranaense advém exclusivamente do cultivo do grão arábica. As plantações são adensadas, que usam variedades adequadas ao clima mais frio da região. Entre eles está o café em grãos Dop, cultivado ao norte do estado, com aroma intenso, notas de caramelo, sabor de mel e caramelo, corpo leve e acidez moderada. 


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